24 agosto, 2007

Alvíssaras!

Garotinho sente nojo da política
Ótimo! Poupe-nos, então, de continuar nela.

23 agosto, 2007

Uma coisa, outra coisa

Nas versões impressa e online do jornal O Globo de hoje: "Mensalão: ministros do STF combinam e detalham seus votos por e-mail - Repórter-fotográfico registra telas dos computadores com mensagens abertas nas quais os ministros especulam também sobre sucessão no Supremo".

Seguem-se as fotos, nas quais os ministros aparecem fazendo uso do... Gaim! Um programa de mensagens instantâneas, pois é.

18 agosto, 2007

Drume Negrita


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"Drume Negrita" (Eliseo Grenet Sanchez)
Francisco Céspedes e Bola de Nieve

16 agosto, 2007

A galera vibra (3)

Não falei que aparecia? Tava demorando.
Não lembra? Refresque a memória aqui e aqui.

Grande e suja

Não me impressiona tanto assim o vídeo gravado pelo... ahn... empresário do sexo Oscar Maroni na véspera de sua prisão. Não me espanta que ele mantivesse há anos (ops!) seus... ahn... negócios na maior cidade do país sem que as autoridades o incomodassem. Não me causa surpresa que o poder público lhe tivesse concedido licença para erguer um... ahn... hotel em frente à pista de Congonhas. De tal forma que não foi assombro algum quando, diante do alarde feito pela imprensa sobre a existência do estabelecimento, e consumada a tragédia do avião da TAM, o mesmo poder público tenha subitamente percebido que o... ahn... hotel não deveria estar ali, nem seu proprietário, e que o melhor seria pôr o primeiro no chão e o segundo atrás das grades.

O que ainda me faz ficar de queixo caído mesmo é a revelação que o... ahn... empreendedor do ramo de entretenimento faz já no final do vídeo:
Eu gosto de ter uma bota diferente, que custou mil dólares, de orelha de elefante.

14 agosto, 2007

Nossos comerciais

Da coluna Gente Boa, na edição de hoje de O Globo:
Amigo da coluna resolveu usar o Google Maps para saber que caminho deveria fazer do Humaitá até Miami, nos EUA. Depois de indicar o percurso, pelo mapa da cidade, até a Av. Atlântica, o site recomenda que o sujeito vá a nado, pelo Oceano Atlântico. De acordo com o Google Maps, a distância Humaitá-Miami é de 9.228km e leva, “aproximadamente, 47 dias e 23 horas” para ser percorrida. Sei lá. Em tempo de apagão aéreo, pode ser boa idéia.
Publicado neste modesto blog, no dia 9 de julho:
O Google Maps tem um recurso que parece espetacular: você informa onde está e para onde quer ir e ele te mostra o melhor caminho. A ferramenta é realmente interessante. E ainda tem senso de humor. Talvez influenciada pelo espírito dos Jogos Pan-Americanos, sugere que se atravesse o Oceano Atlântico a nado para ir da Zona Sul ao Centro.
Ou seja: não é nada, não é nada... não é nada mesmo.

11 agosto, 2007

O Jardim do Silêncio


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"O Jardim do Silêncio" (Moska)
Moska

07 agosto, 2007

Crise aérea



Beleza de foto de Rafael Andrade.
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Now playing: Nei Lisboa - Telhados de Paris
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A história se repete

A farsa não se diz farsa
A farsa não se desfaz
A farsa se disfarça
e se refaz

Carreira ingrata (2)

Tem rendido um bocado a notinha infeliz difundida pela Agência Placar sobre uma estranha lesão sofrida por um jogador do Botafogo. Me lembra até um outro episódio, que não teve, na época, a mesma repercussão, mas também foi, digamos assim, "do baralho".

04 agosto, 2007

Put the Blame on Mame


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"Put the Blame on Mame" (Doris Fisher/Allan Roberts)
Rita Hayworth

03 agosto, 2007

Noir

Airbus diz que caixa-preta não mostra defeito no avião da TAM
E alguém esperaria que a fabricante do avião dissesse o contrário?

Idade Média

O caso é simples: surgiram rumores de que um jogador de futebol assumiria em público sua homossexualidade em entrevista a uma rede de televisão. Dias depois, um dirigente do Palmeiras afirmou num programa de TV que o tal jogador seria Richarlyson, do São Paulo. O atleta processou o dirigente e a sentença deu ganho de causa ao réu. Até aí, nada excepcional.

Mas vejamos:
"Se fosse homossexual, poderia admiti-lo, ou até omitir, ou silenciar a respeito. Nesta hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados."

"Futebol é jogo viril, varonil, não homossexual."

"Quem se recorda da Copa do Mundo de 1970, quem viu o escrete de ouro jogando, jamais conceberia um ídolo seu homossexual."

"Quem presenciou grandes orquestras futebolísticas formadas (...) não poderia sonhar em vivenciar um homossexual jogando futebol."

"Não que um homossexual não posso jogar bola. Pois que jogue, querendo. Mas forme seu time e inicie uma federação. Agende jogos com quem prefira pelejar contra si."

"Se a moda pega, logo teremos o 'sistema de cotas', forçando o acesso de tantos por agremiação."

"O que não se mostra razoável é a aceitação de homossexuais no futebol brasileiro, porque prejudicariam a uniformidade de pensamento da equipe, o entrosamento, o equilíbrio, o ideal."

"Para não se falar no desconforto do torcedor, que pretende ir ao estádio, por vezes com seu filho, avistar o time do coração se projetando na competição, ao invés de perder-se em análises de comportamento deste ou daquele atleta com evidente problema de personalidade ou existencial."

"Cada um na sua área, cada macaco em seu galho, cada galo em seu terreiro, cada rei em seu baralho."
Esta coleção de absurdos faz parte da sentença proferida pelo juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho, titular da 9ª Vara Criminal da Comarca da Capital do Estado de São Paulo. O processo tem o número 936/07.

Olho o calendário e confirmo: estamos em 2007.

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Now playing: The Beatles - Help!
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01 agosto, 2007

Teatro

O Paulo comenta, entre escandalizado e desanimado, o papel da mídia nessa ânsia por divulgar as últimas conversas dos pilotos do vôo 3054 da TAM e fala na tortura à imaginação dos parentes das vítimas. Claro que existe um debate a ser travado aí, mas eu iria além: o que faz o áudio da caixa-preta na Comissão Parlamentar de Inquérito? De que lhes serve, descontado o propósito evidentemente político? Que capacidade técnica têm suas excelências para analisar o conteúdo das gravações? A que mais se presta isso além de promover um estardalhaço sem fim na mídia (cúmplice, de alguma forma) e fomentar sentimentalismo, comiseração e tristeza? Por que razão, afinal, esse teatro dos absurdos?

E com atores de quinta, diga-se.