11 julho, 2007

What?

Em seu boletim informativo enviado por e-mail (ex-blog é o cacete!), o prefeito Cesar Maia comenta com entusiasmo a notícia de que o Comitê Olímpico Internacional decidiu que ficará no Rio um dos três Centros de Capacitação Esportiva de alto nível a serem criados nas Américas.

Abro aspas:
Ontem mesmo a prefeitura do Rio iniciou os estudos com vistas a iniciar imediatamente a construção do CCE-RIO. A idéia básica a ser apresentada ao COB seria: 1) a troca em regime de concessão mútua, do terreno do COB adjunto ao Engenhão, por outro da prefeitura em Vargem Grande. 2) o uso articulado - e imediato - com o Parque Aquático e o Velódromo do PAN que seriam clusters dos esportes relativos. 3) o estímulo para que as Confederações nacionais possam criar em articulação com a Prefeitura do Rio, seus clusters na região; 4) pedir ao COB o projeto básico do CCE-RIO para transformá-lo em projeto executivo e iniciar a orçamentação com vistas a execução. 5) abrir-se aos vetores de patrocínio assim como a investimentos por compensação imobiliária; 6) Articular o CCE com o projeto RIO-2016.
"Clusters", pois é...

09 julho, 2007

No clima do Pan

O Google Maps tem um recurso que parece espetacular: você informa onde está e para onde quer ir e ele te mostra o melhor caminho. A ferramenta é realmente interessante. E ainda tem senso de humor. Talvez influenciada pelo espírito dos Jogos Pan-Americanos, sugere que se atravesse o Oceano Atlântico a nado para ir da Zona Sul ao Centro.

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O COB é de Marte, o Pan é de Vênus

O Fim de Jogo conta que os ingressos para as competições do Pan têm um aviso surreal:
É expressamente proibido transmitir imagens, sons, dados, resultados ou comentários relativos aos Jogos, por qualquer meio, incluindo telefones celulares, modem ou outro dispositivo móvel.
E eu me pergunto: em que mundo esse povo vive?

Atualização em 11/07/07: a Cristina Dissat, do Fim de Jogo, lembra aí nos comentários que a própria prefeitura abriu um "blog do Pan". Entrando lá, vemos o seguinte recado: "Este é seu espaço. Textos, imagens, histórias pitorescas, personagens, curiosidades sobre as modalidades esportivas, coisas que você não pode perder neste Pan serão publicadas no blog. Até o final do Pan, nosso blog no ar com uma cobertura diferente".

Ou seja: é o samba do afro-descendente com transtornos mentais.

07 julho, 2007

Thank You (Falletin Me Be Mice Elf Again)


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"Thank You (Falletin Me Be Mice Elf Again)" (Sly Stone)
Eddie Murphy e Antonio Banderas

05 julho, 2007

iPhone

David Pogue sabe como transformar uma crítica em algo muito divertido.

Uma idéia

Mudanças climáticas? Trocar as lâmpadas já é um bom começo.

04 julho, 2007

Segura na mão de deus e vai!

Embora tenha apenas 22 anos, o argentino Maximiliano Biancucchi, mais conhecido como "primo de Lionel Messi", chegou a trocar o futebol durante seis meses, no ano passado, pela carreira de pastor evangélico.

Terapia

Deu no G1:
A rede NH Hoteles vai deixar que 30 pessoas escolhidas por uma equipe de psicólogos ajudem a demolir o interior do NH Alcalá, que fica no centro de Madri. O quebra-quebra fará parte do processo de recuperação do prédio.
E assim foi. Ontem. Olha só!

Que mundo, meu deus! :-o

03 julho, 2007

Mínimo multiplo comum

A maioria dos interessados já deve saber, mas não custa colocar no amplificador. É que parte dos colaboradores do falecido NoMínimo (descanse em paz) está por aí, em blogs interligados. A saber: Pedro Doria, Carla Rodrigues, Luiz Antônio Ryff (que conta a incrível história da grávida que precisa provar que é mulher para ser atendida pelo poder público), José Paulo Kupfer, Sérgio Rodrigues e Ricardo Calil.

Divirtam-se!

30 junho, 2007

You Got It


powered by ODEO"
You Got It" (Tom Garling)
Idriss Boudrioua

Músicos: Idriss Boudrioua (sax alto), Dario Galante (piano), Marcelo Martins (sax tenor), Aldivas Ayres (trombone), Jessé Sadoc (trompete), Pascoal Meirelles (bateria), Eric Sèva (sax barítono)

29 junho, 2007

Terror

Do site Ego:
A atriz e apresentadora Rosie O'Donnel - mais conhecida no Brasil por seu papel como Betty Rubble, mulher de Barney, no filme "Os Flintstones" - mantém sua fama de polêmica.

Depois de discutir em seu antigo programa de televisão com nomes como o empresário Donald Trump, agora o centro da confusão é sua filha. Ou melhor: uma foto de sua filha Vivienne, de quatro anos.

Em seu site oficial, Rosie, que é declaradamente lésbica, publicou fotos da menina vestida como terrorista mirim em um post que chocou não só a mídia americana como os próprios fãs da apresentadora.
O grifo é meu.

Agora, sem querer dar uma de Xingatório da Imprensa, qual a necessidade dessa observação no meio da frase, como se houvesse uma relação de causa e efeito entre as duas coisas?

Ob-la-di, ob-la-da, life goes on...

Depois de perder Abedi, Vasco investe em Abuda. Não vou me espantar se, pra ficar em sintonia, o clube decidir trocar o uniforme por um abadá.

28 junho, 2007

Joga bonito

O sempre divertido diário argentino Olé, mais uma vez, tirando um sarro dos brasileiros. Em tempo: rabona não é o que as mentes mais poluídas poderiam imaginar. É como eles chamam o passe de letra (que o mexicano tentou no jogo de ontem e, ao que parece, não deixou nosso zagueiro muito feliz).

Na texto, ainda perguntam: "E o jogo bonito? E a alegria?".

27 junho, 2007

Homo sapiens

Transcrevo o belo post do colega André Kfouri. Eu, que costumo ser cético em relação à raça humana, ainda me sensibilizo com esse tipo de coisa.
A ESPN Brasil está cobrindo a Copa América com um sistema de envio de reportagens via internet. É o mesmo método usado pela maioria dos correspondentes internacionais hoje em dia, que possibilita que arquivos de vídeo sejam transferidos por banda larga.

A economia em relação ao custo das transmissões por satélite é brutal. E pode-se enviar o material a qualquer momento, sem depender de um horário pré-marcado.

O detalhe é que o sistema não funciona se a conexão de internet não for rápida. Quer dizer, até funciona, mas uma reportagem de dois minutos pode levar horas para ser transferida.

A rede sem fio do hotel em que estamos hospedados (o mesmo da Seleção Brasileira) é boa, mas está sobrecarregada. Percebemos, no meio da tarde, que não seria possível enviar a cobertura do dia da Seleção a tempo.

Então fomos atrás de um cibercafé. Encontramos um bem perto do Centro Cívico de Puerto Ordaz, local do credenciamento dos jornalistas que optaram por receber suas credenciais aqui.

Explicamos nossa necessidade (teríamos de usar o nosso próprio equipamento, voltaríamos após o treino da tarde, precisaríamos ficar até bem depois do horário de fechamento da loja), e o dono colocou-se à disposição para nos ajudar.

Enviamos alguma coisa antes do treino, e voltamos no começo da noite, lá pelas 19h30.

Entre a transferência do material da câmera para o computador, a edição, e o envio (em pequenos arquivos, mais leves, para agilizar o processo), ficamos lá por umas 3 horas.

Os clientes chegaram e saíram (a loja fecha habitualmente às 20h00), e nós continuamos por ali, até que não restou ninguém além do dono do estabelecimento, sua mulher, a filha de 4 anos e o filhinho recém-nascido. E nós.

Estávamos preparados para pagar um extra pelo horário, mas, quando terminamos, o rapaz não quis receber nada além do tempo de utilização da rede dele.

Pagamos e perguntamos se podíamos chamar um táxi. Ele disse que não era necessário, que nos levaria de volta ao hotel.

Seguiu-se uma breve discussão, ele querendo ser gentil e nós explicando que já tínhamos sido muito bem atendidos.

A região é muito violenta, ele explicou. Com nossos equipamentos, não chegaríamos ao outro lado da rua. Olhei no relógio, quase 11 da noite. Olhei lá fora, um clima meio sinistro.

Dissemos que aceitaríamos a carona, desde que ele aceitasse que pagássemos o quanto gastaríamos com um táxi.

"Quero atendê-los bem, porque vocês são visitantes. Quero que vocês tenham uma boa imagem da minha cidade, por isso não posso permitir que corram esse risco. O que estou fazendo é uma gentileza. Se aceitar que vocês me paguem, deixará de ser."

A discussão terminou. Dizer o quê?

Entramos no carro. O vídeo-repórter João Castelo Branco, eu, o dono da loja, a mulher, a filha e o filhinho.

Passamos pelo estádio, todo iluminado por canhões de luz que mudam de cor, e a menina ficou maravilhada. Ela nunca tinha visto aquilo.

O passeio já valeu a pena, pensei.

Na porta do hotel, nos despedimos. Agradecemos e prometemos que se a Seleção voltar a jogar em Puerto Ordaz (se for o primeiro de seu grupo e passar pelas quartas-de-final, o Brasil jogará a semifinal aqui), nos veríamos de novo.

Espero que eles tenham chegado bem em casa.

25 junho, 2007