Quem filmar ou fotografar conflitos de rua, brigas entre civis e policiais, prisões de suspeitos ou qualquer outro incidente de violência, sem ser jornalista ou detetive particular, pode pegar até cinco anos de cadeia e ter que pagar uma multa de quase 200 mil reais (75 mil euros) , segundo o artigo 44 da nova Lei de Prevenção à Deliquência, que acaba de ser aprovada pelo Conselho Constitucional, da França.
A lei proposta pelo ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, candidato da direita à sucessão do presidente Jacques Chirac, tem como principal objetivo o combate ao chamado happy slapping (bofetada alegre), um tipo de agressão pessoal que está se tornando muito freqüente em toda a Europa. O incidente acontece em ruas movimentadas, quando alguém é atacado por um deliqüente enquanto um comparsa filma ou fotografa a agressão.
As cenas são depois colocadas em sites gratuitos como o YouTube para visualização na Web, num fenômeno que tem atraído a atenção de milhares de internautas. O fenômeno surgiu na Inglaterra há dois anos e se transformou numa verdadeira guerrilha entre adolescentes e a polícia, especialmente na França.
O pardoxal da nova proposta de lei é que ela pune com mais rigor quem filma ou fotografa do que os autores da agressão, que podem ser condenados a penas bem menores por conta de delitos considerados pouco importantes.
14 março, 2007
Iluminismo
Sinceramente, não sei o que é mais bizarro em tudo isto:
13 março, 2007
12 março, 2007
Tempo de estio
Não bastasse o mascote do Pan 2007 ser o Sol, o prefeito do Rio anda fazendo todo tipo de parceria pra se garantir contra as intempéries.
11 março, 2007
09 março, 2007
Que coisa!
Biscateiro: capítulo final
O inolvidável biscateiro vai continuar morando na sua casinha no Canal do Cunha. Chávez, por favor, suspenda o asilo político!
A história da casa flutuante instalada no Canal do Cunha terá final feliz. Ontem, quando terminou o prazo dado pela Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla) para a retirada do imóvel do local, o biscateiro Luiz Fernando Barreto de Queiroz Bispo, de 40 anos, aceitou a proposta de atracar sua residência às margens do canal, em frente à unidade da Ecobarreira — projeto da Serla que conta com uma rede coletora de material reciclável. A casa, feita sobre uma base de garrafas pet recolhidas no próprio canal, abriga ainda uma garagem para um Opala e um jet-ski e ficará aberta à visitação.
08 março, 2007
Copiar, colar
- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência – diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.
Descaradamente copiado do Afrodite.
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência – diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.
Descaradamente copiado do Afrodite.
07 março, 2007
Quatro letras, começa com F
Este texto contém palavra de baixo calão. Tire as crianças da sala, tape os olhos com as mãos, peça a alguém pra ler antes ou continue por sua conta e risco.
Seguinte: tenho reparado que, de uns tempos pra cá, jogador de futebol anda com uma mania esquisita. Não é aquela história de beijar escudo ou dizer que é torcedor do clube desde criancinha – pra um ano depois (se tanto), quando muda de camisa, descobrir que na segunda infância o time de coração era outro. Não, não é nada disso.
É que já faz tempo que uns caras desses, quando conseguem fazer um gol, saem bradando às quatro câmeras – perdão: aos quatro ventos – a singela frase: "Eu sou foda!". E repetem, e repetem, e batem no peito, e repetem novamente.
E o pior é que, em 99% dos casos, não são.
Seguinte: tenho reparado que, de uns tempos pra cá, jogador de futebol anda com uma mania esquisita. Não é aquela história de beijar escudo ou dizer que é torcedor do clube desde criancinha – pra um ano depois (se tanto), quando muda de camisa, descobrir que na segunda infância o time de coração era outro. Não, não é nada disso.
É que já faz tempo que uns caras desses, quando conseguem fazer um gol, saem bradando às quatro câmeras – perdão: aos quatro ventos – a singela frase: "Eu sou foda!". E repetem, e repetem, e batem no peito, e repetem novamente.
E o pior é que, em 99% dos casos, não são.
06 março, 2007
Caminhando contra o vento
Ela é uma moça de Esperanza (com inicial maiúscula e "z", pois é sua cidade natal, na Argentina). E, como a vida é uma caixinha de surpresas, veio parar "en nuestra playa". O inevitável choque cultural resultou neste blog delicioso.
04 março, 2007
02 março, 2007
Quem que te mandou tomar conhaque com o tíquete que te dei pro leite?
O cara é um talento! Sério!
Luiz Fernando Queiroz é mais um daqueles brasileiros que vivem de biscates. Ou, em suas próprias palavras, um "fiscal da natureza". Criou uma casa maneiríssima juntando um monte de entulho. Tem espaço até pra colocar, ali do ladinho, um Opala velho de guerra. O terreno é que é uma desgraça. Bom, "terreno" não é bem o espírito da coisa, porque a casa é flutuante e está dentro do Canal do Cunha. Para os não-iniciados, trata-se de um recanto da Baía de Guanabara que tem mais lixo do que água. Deve feder um bocado, mas o cara parecia feliz morando ali.
Vai daí que as autoridades competentes decidiram "remover o elemento infrator". E não conseguiram. Do alto de uma insuspeita cultura geral (sem falar na capacidade empreendedora pra inventar uma moradia daquelas), brandiu argumentos como "só respeito a Constituição, que garante o direito à moradia" ou "minha última opção é pedir asilo político na Venezuela" (segura aí, Chávez!).
O cara resistiu bravamente. E tem teses interessantes: defende que Deus é alienígena e que Jesus Cristo foi o primeiro bebê de proveta.
Gostei do sujeito! Repara só!
Luiz Fernando Queiroz é mais um daqueles brasileiros que vivem de biscates. Ou, em suas próprias palavras, um "fiscal da natureza". Criou uma casa maneiríssima juntando um monte de entulho. Tem espaço até pra colocar, ali do ladinho, um Opala velho de guerra. O terreno é que é uma desgraça. Bom, "terreno" não é bem o espírito da coisa, porque a casa é flutuante e está dentro do Canal do Cunha. Para os não-iniciados, trata-se de um recanto da Baía de Guanabara que tem mais lixo do que água. Deve feder um bocado, mas o cara parecia feliz morando ali.
Vai daí que as autoridades competentes decidiram "remover o elemento infrator". E não conseguiram. Do alto de uma insuspeita cultura geral (sem falar na capacidade empreendedora pra inventar uma moradia daquelas), brandiu argumentos como "só respeito a Constituição, que garante o direito à moradia" ou "minha última opção é pedir asilo político na Venezuela" (segura aí, Chávez!).
O cara resistiu bravamente. E tem teses interessantes: defende que Deus é alienígena e que Jesus Cristo foi o primeiro bebê de proveta.
Gostei do sujeito! Repara só!
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