



Lestat c'est moi
Estava eu jogando contra o Robredo na primeira rodada em 2002. Todos me diziam que ele era meio complicado na quadra, que meu santo não ia bater com o dele. Bom, deixei pra lá os comentários e fui pro jogo. Quando estávamos 1/1 no primeiro set, quinze iguais, percebi que o jogo ia ser uma guerra. Ele subiu pra rede no meu revés e dei um lob lindo, acho que não tinha acertado um desses na minha carreira inteira. Ele, ao ver que a bola tinha passado, jogou a raquete para cima e suavemente ela encostou na bola, empurrando a bolinha para fora. Não sei se deu pra entender, vou repetir: ele subiu, eu dei lob e ele tocou na bola, mas ela continuou passando por ele até pingar fora. O juiz, que deveria estar olhando para alguma gatinha, falou "fora", e ele, na maior cara-de-pau, não disse nada.Quer saber como isso termina? Vai lá!
Percebi o problema na hora e fui direto pro juiz. Eu, com aquela minha calma conhecida por todos vocês, já fui falando grosso e alto.
- Você tá brincando em dizer que foi fora e não bateu na raquete dele?
Ele, me conhecendo e sabendo que não costumava perder a calma sem razão, me pediu tranqüilidade e começamos a conversar.
Nisso, o Robredo, com a maior cara-de-pau do mundo, pede pra juiz recomeçar o jogo. Ai, meu deus, EU SURTEI. Poucas vezes na quadra fui para o pessoal com um tenista: essa vez e uma contra o Coria em Wimbledon.
Olhei para a cara dele e perguntei: vai roubar na cara dura? Não vai falar que bateu na tua raquete, 'cabron'?
Como conhecia o técnico dele e ele estava do lado de onde tinha sido, perguntei: ele vai me roubar mesmo?
O técnico, na maior vergonha, me olha e diz: desculpe, Fernando, você tem razão, mas eu não posso fazer nada.
Bom, quem me conhece sabe o que fiz depois disso. Enfiei o dedo na cara dele e disse: "Você vai ter seu pior pesadelo, vou até a morte agora!"
Eu gosto de ter uma bota diferente, que custou mil dólares, de orelha de elefante.
Amigo da coluna resolveu usar o Google Maps para saber que caminho deveria fazer do Humaitá até Miami, nos EUA. Depois de indicar o percurso, pelo mapa da cidade, até a Av. Atlântica, o site recomenda que o sujeito vá a nado, pelo Oceano Atlântico. De acordo com o Google Maps, a distância Humaitá-Miami é de 9.228km e leva, “aproximadamente, 47 dias e 23 horas” para ser percorrida. Sei lá. Em tempo de apagão aéreo, pode ser boa idéia.Publicado neste modesto blog, no dia 9 de julho:
O Google Maps tem um recurso que parece espetacular: você informa onde está e para onde quer ir e ele te mostra o melhor caminho. A ferramenta é realmente interessante. E ainda tem senso de humor. Talvez influenciada pelo espírito dos Jogos Pan-Americanos, sugere que se atravesse o Oceano Atlântico a nado para ir da Zona Sul ao Centro.Ou seja: não é nada, não é nada... não é nada mesmo.
"Se fosse homossexual, poderia admiti-lo, ou até omitir, ou silenciar a respeito. Nesta hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados."Esta coleção de absurdos faz parte da sentença proferida pelo juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho, titular da 9ª Vara Criminal da Comarca da Capital do Estado de São Paulo. O processo tem o número 936/07.
"Futebol é jogo viril, varonil, não homossexual."
"Quem se recorda da Copa do Mundo de 1970, quem viu o escrete de ouro jogando, jamais conceberia um ídolo seu homossexual."
"Quem presenciou grandes orquestras futebolísticas formadas (...) não poderia sonhar em vivenciar um homossexual jogando futebol."
"Não que um homossexual não posso jogar bola. Pois que jogue, querendo. Mas forme seu time e inicie uma federação. Agende jogos com quem prefira pelejar contra si."
"Se a moda pega, logo teremos o 'sistema de cotas', forçando o acesso de tantos por agremiação."
"O que não se mostra razoável é a aceitação de homossexuais no futebol brasileiro, porque prejudicariam a uniformidade de pensamento da equipe, o entrosamento, o equilíbrio, o ideal."
"Para não se falar no desconforto do torcedor, que pretende ir ao estádio, por vezes com seu filho, avistar o time do coração se projetando na competição, ao invés de perder-se em análises de comportamento deste ou daquele atleta com evidente problema de personalidade ou existencial."
"Cada um na sua área, cada macaco em seu galho, cada galo em seu terreiro, cada rei em seu baralho."